Funcionalidade e acabamento superior compensavam as pequenas falhas do modelo
Na quinta-feira (20) se comemora o Dia Nacional do Fusca. O modelo da Volkswagen ajudou na consolidação da indústria nacional a partir de 1959 e o seu primeiro teste foi publicado na QUATRO RODAS de setembro 1961. Na época, ele ainda era conhecido como Volkswagen Sedan.
O motor traseiro de quatro cilindros 1.2 tinha 36 cv de potência e câmbio de quatro marchas. Segundo os testes, o Fusca acelerava de 0 a 100 km/h em 39,44 segundos. Nas retomadas, o modelo fez de 40 km/h a 80 km/h, em 4ª marcha, em 19,54 segundos. O arranque foi elogiado durante o teste, mas a velocidade final foi reduzida de 118 km/h para 112 km/h por conta do novo câmbio.
Já no consumo de combustível o Fusca surpreendeu e obteve uma marca melhor que a indicada pela própria VW. Nos testes, o Sedan fez 13,42 km/l, enquanto que o divulgado pela montadora era de 13 km/l.
No design e acabamento, o Fusca foi elogiado pelos repórteres da revista. Com linhas que obedeciam às exigências aerodinâmicas e de funcionalidade, detalhes cromados e as cores utilizadas na carroceria se destacavam.
Por dentro, o modelo contava com friso cromado em toda a extensão do painel, instrumentos em mostradores, luzes de indicação e advertência, bancos dianteiros anatômicos e volante tipo cônico. Já os passageiros de trás sofriam com a falta de espaço por conta dos bancos dianteiros e das saliências dos vidros.
“A excepcional reunião de características superiores num carro essencialmente prático e econômico se deve o êxito do Volkswagen, basicamente inalterado desde o seu lançamento há 22 anos”, afirmava a reportagem na época. “Sua funcionalidade compensa suas pequenas deficiências e falhas. Embora sua aparência possa provocar uma primeira impressão desfavorável, em comparação com os carros mais modernos, tal preconceito logo se desfaz quando se dirige o VW”.
Fonte:
QuatroRodas