INDÚSTRIA DE REFRIGERANTE PROJETO CRESCIMENTO DE 6,8% NAS VENDAS DO ANO.

"Nos refrigerantes, o custo do açúcar representa 38% do preço final do produto", afirma Paulo Mozart, diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas (Abir). De janeiro a dezembro do ano passado, a commoditie teve alta de 105,12% no mercado internacional. Como reflexo, na Grande São Paulo, por exemplo, o preço da bebida subiu 8,2% para o consumidor, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Nem mesmo os refrigerantes diet, light e zero açúcar ajudaram a aliviar a pressão de custos. Assim como vem acontecendo nos últimos quatro anos, a fatia das bebidas sem açúcar permaneceu estável em 8,1% do mercado em 2009.
A indústria de embalagem, entretanto, já está se preparando para acompanhar o crescimento do mercado de bebidas. Por conta da Copa do Mundo da África, no meio do ano, do ganho de renda da população e das altas temperaturas deste verão, a indústria prevê um crescimento de até dois pontos percentuais acima do Produto Interno Bruto (PIB), estimado em 4,8% para o ano. As quatro maiores empresas do setor - Coca-Cola, AmBev, Pepsi e Schincariol - anunciaram investimentos da ordem de R$ 6 bilhões este ano. Com isso, o país, hoje quarto maior produtor de refrigerantes do mundo (empatado com a China e atrás de Estados Unidos, Europa e México), tem grande chance de melhorar sua posição em outro ranking: o de consumo per capita. Nesse quesito, ainda está na 19ª posição.
Fonte:
Vonpar