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Confira a resposta e uma série de outras dúvidas técnicas respondidas por especialistas
 
Venho acompanhando os últimos lançamentos ligados à economia de combustível, tais como os "Economy" e "Ecomotion". Lê-se bastante sobre os pneus de baixa resistência à rolagem, que são itens importantes quando se discute a economia desses carros. Nisso, surgem algumas dúvidas: como é o mercado de reposição destes pneus? São fáceis de ser encontrados? Qual a faixa de preço? E se eu quisesse aplicar estes pneus em carros antigos que não tenham sido projetados para tal, quais seriam os impactos? Creio que estas dúvidas renderiam uma boa pauta de reportagem, o que acham? - Leandro Maestrelli 

Todos nós sabemos que as discussões sobre ecologia ocupam um espaço cada vez maior na política, na mídia e, muitas vezes, até nas conversas entre amigos. No meio automobilístico, os pneus são, digamos assim, a bola da vez. Os fabricantes vêm investindo em linhas de produtos capazes de tornar os veículos mais econômicos e menos poluentes. Mas qual é, basicamente, a “mágica” para que isso aconteça?

"Enquanto está rodando, o pneu fica flexionado e começa a aquecer. Esse processo acaba contribuindo para elevar sua resistência ao rolamento e, por conseqüência, o consumo de combustível e o nível de poluição emitida pelo motor. O que os fabricantes criaram foram soluções para eliminar esse problema”, explica Flávio Santana, gerente de marketing Produto da Michelin.

O especialista vê duas grandes vantagens oferecidas pelas novas gerações de pneus. O primeiro é o benefício individual, proporcionado pela economia da ordem de 1% de combustível. Pode parecer insignificante, mas, segundo o próprio gerente observa, representa um pneu novo a cada jogo de pneus que deve ser trocado – a linha ‘verde’ desse fabricante é feita para rodar 70 mil quilômetros.


A outra vantagem é coletiva. “Por ano, cada veículo emite 50 quilos a menos de CO2, o dióxido de carbono. Se considerarmos a frota de cerca de 28 milhões de carros de passeio e caminhonetes, teríamos 1.400 toneladas a menos desse poluente na atmosfera no mesmo período. Para ilustrar o quanto isso é importante, podemos dizer que seria necessário o plantio de 56 milhões de árvores para absorver essa quantidade de CO2”, explica Santana. 
Já a Bridgestone informa que seu pneu B250 Ecopia, desenvolvido especialmente para o Fiat Novo Uno e para o Volkswagen Gol Ecomotion, chega a oferecer economia de até 4%. De acordo com a empresa, seu produto proporciona redução da resistência ao rolamento de até 40% - quando comparado a pneus convencionais.

Lançados ou não como equipamentos originais de modelos zero quilômetro, o importante é que essa nova geração de pneus está ganhando cada vez mais espaço no mercado. A Bridgestone, por exemplo, oferece seu B250 Ecopia nas medidas 165/70 R13 e 175/65 R14, enquanto a Michelin já contabiliza um resultado mais favorável.

“Temos esse tipo de produto para todos os segmentos. Atualmente, 75% do volume que vendemos no País é de pneus ‘verdes’. As linhas Pilot Sport e Energy XM1, por exemplo, são 100% ecológicas”, explica Santana. Em relação aos preços praticados, o gerente afirma que, apesar do investimento em novas tecnologias para desenvolver as linhas ecológicas, a empresa não encareceu seus produtos. Ele explica que a empresa deixa de produzir os pneus convencionais que passam a contar com um equivalente ‘verde’.


Diante de tantos resultados interessantes trazidos por investimentos em novas tecnologias, fica a pergunta: e se equiparmos um veículo de gerações passadas com esse tipo de pneu, o que vai acontecer? De acordo com a Bridgestone, no caso do Novo Uno e do Gol Ecomotion, o desenvolvimento desses veículos e do B250 Ecopia caminharam lado a lado. Por isso, houve uma adequação dos projetos (suspensão, componentes etc) às características do pneu. Tendo isso em vista, se o B250 Ecopia for aplicado a outros modelos, o ganho em combustível e a redução de emissões de poluentes ocorrerão, segundo a empresa, em um nível um pouco inferior.

Já a Michelin tem uma visão diferente sobre o assunto. “Na média, a resistência de rodagem é responsável por 20% do consumo de combustível, e isso também ocorre com modelos antigos, mesmo com os carburados. Para os pneus ‘verdes’, não importa qual é o veículo que está acima deles, independente da época de fabricação. A rigor, eles irão proporcionar a mesma economia”, explica o gerente da empresa.

Mas não adianta apenas comprar esses produtos ambientalmente mais evoluídos. É preciso lembrar sempre que a manutenção preventiva dos pneus é fundamental para que eles exerçam seu papel. A Bridgestone lembra que a calibragem deve ser conferida semanalmente, sempre levando em conta as referências de pressão indicadas pelo fabricante do veículo. De acordo com a empresa, como consequência da baixa pressão de pneus, a cada ano os motoristas desperdiçam 264 milhões de litros de combustível, o equivalente a US$ 121 milhões. Em outras palavras, isso significa emissão extra de 595 milhões de kg de CO2 na atmosfera. “A manutenção do alinhamento também é importante para se obter os melhores resultados”, lembra Santana.

Fonte: RevistaAutoEsporte

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