Bora sai de linha e Jetta ganha duas configurações distintas.
A cabamento interno é destaque.
Volkswagen Jetta é reposicionado para substituir o Bora e não perder espaço em segmento superior (Foto: Divulgação)
A jogada da Volkswagen para melhorar as vendas da marca no segmento de sedãs médios começa com um modelo a menos no portfólio: o Bora sai de linha para entrar duas versões do novo Jetta, uma delas com dois tipos de configuração. A ideia é fazer com que a opção Comfortline – com câmbio mecânico ou automático — conquiste os consumidores das versões de entrada e intermediária dos líderes do segmento Toyota Corolla e Honda Civic. Já a opção Highline do Jetta foca as versões topo de linha de tais concorrentes.
Para ter diferencial, a fabricante alemã apostou no novo design externo do carro, criado com a ajuda dos designers brasileiros (e irmãos) José e Marco Pavone. As novas linhas adotam o estilo global da marca Volkswagen, com traços horizontais, grade do radiador em preto brilhante com grupo óptico trapezoidal e capô em forma de “V”.
De acordo com José Pavone, a transição nesta área dos “ombros” do carro foi tirada integralmente do carro conceito NCC (New Compact Coupé). Já o desenho dos retrovisores externos, com lanternas direcionais integradas, baseia-se no Passat CC. Na parte traseira, as lanternas são divididas em duas seções, estendendo-se nas laterais desde os para-lamas até a parte posterior do carro.
Acabamento interno é o destaque
O G1 conferiu as duas versões do carro em um trajeto de 150 quilômetros que passou pela Rodovia Mogi-Bertioga. O grande destaque do modelo é o acabamento interno, em nível acima dos concorrentes, herança da versão vendida no mercado europeu. Nota-se o cuidado com o uso de materiais. Apesar de o console ser de plástico, ele é emborrachado e muito superior ao usado no Corolla 2012, por exemplo. As cores utilizadas são sóbrias, o que garante ar mais luxuoso ao sedã médio.
Além disso, os instrumentos são bem distribuídos no painel. Como o novo Jetta "cresceu" — a distância entre eixos agora mede 2,65 m —, o espaço para motorista e passageiros é visivelmente maior, o que aumenta a sensação de amplitude e garante folga para as pernas.
Volkswagen Jetta tem acabamento interno que condiz com o preço do carro (Foto: Divulgação)
Motores têm bom desempenho
Ao acelerar o motor 2.0 flex que desenvolve 120 cavalos de potência máxima e 18,4 kgfm de torque, observa-se bom desempenho na subida da serra. O carro sobe sem esforço com a terceira marcha engatada. As retomadas também são satisfatórias. Mais potente, o propulsor turbo da versão topo de linha 2.0 TSI (a gasolina) com 200 cavalos de potência máxima e torque de 28,5 kgfm proporciona uma pegada mais esportiva ao carro. Nesta configuração, o carro acelera de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos. Já a opção de 120 cv faz a mesma aceleração em 11 segundos.
Apesar dos bons motores, o que chama a atenção é a nova transmissão automática de seis marchas à frente. Elas respondem rapidamente a leves pressionadas no acelerador e ainda trazem mais economia ao carro. De acordo com medições feitas pelas Volkswagen dentro dos padrões exigidos pelo Inmetro, em ciclo urbano o modelo faz 9,8 km/l (gasolina) e 6,7 km/l (etanol) na versão Comfortline mecânica. Já na opção com câmbio automático o consumo é de 14,9 km/l (gasolina) e 10,4 km/l (etanol). Na versão topo de linha o carro faz a média de 11,5 km/l.
No conjunto mecânico, as suspensões independentes trazem estabilidade satisfatória nas curvas, porém ao passar por buracos e desníveis os trancos são secos e bem sentidos por quem está no carro. Na verdade, a característica é a consequência da relação entre uma suspensão mais esportiva e as irregulares vias brasileiras.
Volkswagen Jetta ganha o novo estilo global da marca (Foto: Divulgação)
Fonte:
G1.globo