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Geladas com novos sabores Cervejas especiais caem no gosto dos consumidores e conquistam espaço no mercado A tradicional loira gelada está longe de perder seu espaço na preferência dos consumidores brasileiros. No entanto, entre um gole e outro, o público está se habituando a experimentar novos sabores.

Embora ainda incipiente, o mercado de cervejas especiais - ou premium e superpremium, como as cervejarias costumam dividi-lo, de acordo com a escala - está em um movimento de expansão e sofisticação, assim como aconteceu com o vinho no final do século passado. "A cerveja tem seguido o mesmo caminho do vinho. As pessoas estão sabendo diferenciar uma cerveja normal de uma especial. Esse crescimento tem ocorrido devido ao trabalho feito pelas cervejarias artesanais brasileiras e pelas importadoras.

O mercado cresce num volume de 5% ao ano", aponta Christian Bonotto, diretor da ImportBeer, importadora das marcas Starobrno, Primator (República Tcheca) e Schneider (Argentina), e distribuidora da artesanal DadoBier, micro cervejaria gaúcha. O setor não dispõe de números oficiais (a Nielsen não divide os números por categoria), mas estimativas das empresas apontam que a participação das cervejas especiais gira entre 1 % e 3% do mercado em volume e entre 2% e 5% em valor. Baseado nos dados de 2009 da Nielsen, o segmento pode movimentar até R$1,578 bilhão e 231 milhões de litros.

De acordo com o instituto, as cervejarias registraram vendas totais de R$ 31,576 bilhões no ano passado, um crescimento de 11,8%. O volume chegou a 7,729 bilhões de litros, o que representa alta de 5,9%. Segundo Riccardo Morici, diretor de marketing da Femsa (comprada recentemente pela Heineken), o mercado brasileiro ainda é pouco desenvolvido se comparado ao resto do mundo, mas é promissor. "Na Europa as cervejas especiais representam 40% do consumo total. Nos Estados Unidos, 25%. Na Ásia e Oceania, 22%. Até mesmo Argentina e Chile, com 10% e 8,5%, respectivamente, são mais desenvolvidos. Mas encaramos essa situação como uma tremenda oportunidade", diz o executivo.

Os bons olhos da empresa para o setor devem se reverter em novos produtos ainda neste ano. A primeira iniciativa, ainda não confirmada, seria o lançamento de uma cerveja de trigo austríaca. "A cervejaria está em 70 países, tem um portfólio gigante, grande parte dele líder em seu segmento. Com certeza, haverá lançamentos. A falta de desenvolvimento do setor também é culpa da indústria, que não se movimentou. Podemos alcançar um grande crescimento em cinco anos se a indústria quiser", projeta Morici.


Fonte: Vonpar

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