Confira a resposta e tudo o que você precisa saber sobre esse sistema

O sistema de freios antitravamento (ABS) é um dos grandes trunfos da eletrônica moderna. Melhor ainda: é um componente que, em tese, é feito para durar enquanto o veículo estiver rodando. Em tese, evidentemente. “Na verdade, o sistema não requer nenhum tipo de manutenção. Problemas no módulo eletrônico são raríssimos. O que acontece mais é algum tipo de deficiência no funcionamento dos sensores do ABS, localizados nas rodas. A falha pode ocorrer por conta de um forte impacto próximo a um destes sensores, por exemplo”, explica Carlo Gibran, gerente de vendas e marketing da divisão Chassi Systems Control da Robert Bosch América Latina.
Seja como for, o especialista lembra que o condutor tem como aliado o painel de instrumentos, onde uma luz de cor amarela acende para avisar que há algo errado com o ABS. Mas isso não chega a ser a pior coisa do mundo. “O ABS é um complemento do sistema de freios convencional. Se ele pára de funcionar por algum motivo, os freios continuam atuando normalmente, apenas sem a assistência do ABS”, lembra Gibran, para o alívio dos desavisados. Mais: a rigor, um sensor defeituoso não impede a atuação dos demais, então, o motorista fica apenas parcialmente desprotegido.

O gerente explica que a troca destes sensores pode ser feita em concessionárias ou mesmo em oficinas independentes especializadas. “Alguns modelos exigem também a troca do cubo da roda. Outros trazem o sensor preso apenas por um parafuso”, explica Sérgio Finardi, reparador do Centro Automotivo Finardi. Por conta disso, a mão-de-obra pode oscilar entre R$ 40 e R$ 80. Já o valor do sensor fica, em média, na casa dos R$ 200.
A remota reprogramação do módulo do sistema exige outras providências. “No caso dos equipamentos fabricados por nós, um profissional da própria Bosch corrige essa eventual falha. Mas isso realmente é muito raro, não me lembro de nenhuma reprogramação de módulo feita por nós nos últimos três anos”, afirma Gibran. Tão animadora quanto essa notícia é a informação de que a empresa executou o serviço gratuitamente para os poucos consumidores atingidos pelo problema.
Pode parecer estranho, mas a troca do módulo é muito mais corriqueira do que sua reprogramação. Isso pode ser necessário, naturalmente, no caso de uma colisão que tenha danificado o equipamento.
Outro fator externo que pode atrapalhar a vida do dono do carro é a chuva. “O circuito eletrônico do módulo pode queimar quando o carro passa por áreas alagadas. O único jeito é trocar a peça. O custo varia muito de um modelo para outro, mas dá para dizer, como simples referência, que ultrapassa os R$ 500”, lembra Finardi.
O mecânico lembra ainda de ter reparado modelos com problemas na bomba de óleo do sistema ABS – apenas duas rodas contavam com o efeito antitravamento. O custo da peça também ultrapassa os R$ 500, segundo Finardi.
Fora todas essas eventualidades, o dono do carro deve ter o cuidado de manter lonas, pastilhas e discos de freio em dia, até porque o excesso de desgaste dos componentes tradicionais pode reduzir bastante a eficiência do ABS. “Freios em mau estado possuem uma tendência de travamento muito menor. Por isso, é possível que o ABS nem entre em funcionamento”, explica Gibran.
ABS para todos.
A frota brasileira começa a mudar a partir deste ano. Seguindo a resolução 312 do Contran, as montadoras devem passar a oferecer, gradualmente, cada vez mais modelos equipados com o sistema de freios ABS – o que irá baratear seu custo a médio prazo. Até o fim de 2010, pelo menos 8% dos modelos zero quilômetro licenciados no País deverão contar com o equipamento. A proporção sobe para 15% no ano que vem, salta para 30% em 2012, atinge 60% em 2013 e completa 100% a partir de 2014. Uma pitada a mais de segurança muito bem-vinda para nossas ruas e estradas.
Fonte: RevistaAutoEsporte