Veículo: Jornal da Comunidade - Caderno: Imóveis & Construção - Data: 04.10.2008
Dezenas de novos empreendimentos estão sendo lançados nos setores industriais das cidades-satélites do Distrito Federal. Esse é o resultado no bom momento do mercado.
Apesar da agitação do mercado financeiro nos últimos dias devido à crise externa, o setor imobiliário continua pujante. Empreendimentos residenciais são lançados diariamente em todo o país, para todos os gostos e bolsos. O reflexo desse bom momento que o setor da construção civil brasileira atravessa é amplamente sentido no DF, que vive sua melhor fase desde a criação da capital. Enquanto o Setor Noroeste não vem, Águas Claras se depara com a escassez e o alto preço dos terrenos e as cidades-satélites recebem dezenas de novos empreendimentos.
Empresas do DF e de vários estados investem em outro nicho: os setores industriais de cidades como Gama, Guará, Taguatinga, Ceilândia, entre outras, que são independentes e auto-suficientes. Empresas do setor apostam nestas regiões e levam a elas o conceito dos condomínios fechados com amplas áreas de lazer, conforto, segurança a preços acessíveis.
A Brasal Incorporação, que desde 2003 investe na capital e nas regiões do DF, já olha com carinho para as regiões industriais. Dilton Junqueira, diretor da empresa, diz que as mudanças nessas cidades, promovidas pelo governo, viabilizam a construção de projeções residenciais em novas áreas. Segundo ele, a infra-estrutura consolidada do comércio, de serviços e de lazer favorece os investimentos.
“Os empreendimentos vêm para atender à demanda local, principalmente das classes B e C. Para as empresas, uma das grandes vantagens é o tamanho dos terrenos que, por serem maiores em comparação a de outras regiões, possibilitam a criação de projetos arrojados com vários itens de lazer. Samambaia é o próximo setor imobiliário do mercado, mas a bola da vez é o Gama, que está passando para um revitalização completa”, revela Junqueira.
A Brasal está lançando no Gama o residencial Village. São três torres de 360 unidades, de dois e três quartos e completa infra-estrutura de lazer. “Queremos levar para o morador conforto, localização privilegiada, segurança e liberdade de escolha com arquitetura diferenciada”, frisa o diretor.
Leonardo Farias, diretor executivo da JGM Imóveis, comenta que o déficit habitacional leva o mercado da construção civil a procurar novas alternativas para empreender e suprir a falta de moradia. “Com esse intuito as empresas do setor estão investindo no setor industrial de cidades como o Gama, Guará e Taguatinga que, com a mudança do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), deixarão de ser setor de industrias para se tornar residencial. Empresas, como as oficinas que hoje ocupam essa região, com o tempo serão transferidas para outras áreas”, comenta.
